quarta-feira, 16 de abril de 2014

Coreia do Sul usa luz especial para buscar sobreviventes de naufrágio

Mergulhadores de um grupo das forças especiais sul-coreanas inspecionavam nesta quarta-feira (16) com a ajuda de uma iluminação especial a balsa que naufragou na Coreia do Sul em busca de sobreviventes. A embarcação com 459 pessoas a bordo virou na costa meridional do país. 

Já é noite na Coreia do Sul, o que torna os trabalhos mais complicados.
O governo local confirmou a morte de quatro pessoas, incluindo um estudante e uma mulher que integrava a tripulação, mas o balanço de vítimas pode aumentar consideravelmente. No total, 291 pessoas estão desaparecidas.
A maior parte dos passageiros era de estudantes do ensino secundário que estavam de férias.
"Temo que existam poucas possibilidades de encontrar com vida os que ainda estão presos dentro da balsa", disse Cho Yang-Bok, um dos coordenadores das tarefas de resgate.
Em um primeiro momento as autoridades anunciaram que 368 pessoas haviam sido resgatadas, mas depois retificaram a informação e confirmaram o resgate de 164, explicou Lee Gyeong-Og, vice-ministro de Segurança e Administrações Públicas.
As autoridades temem que centenas de pessoas tenham ficadas presas na balsa, que virou e afundou perto da ilha de Byungpoong em apenas duas horas após o envio do primeiro sinal de socorro, às 9h (21h de Brasília, terça-feira).
Imagens aéreas exibidas na televisão mostraram os passageiros com coletes salva-vidas em botes infláveis. Alguns escorregavam pelo casco da embarcação, totalmente inclinada, enquanto outros eram resgatados por pequenos barcos de pescadores.
A balsa seguia para a ilha de Jeju, um complexo turístico muito popular. Entre os passageiros estavam mais de 300 estudantes e 14 professores de uma escola secundária de Ansan, uma cidade ao sul da capital Seul, que estavam de férias.
Pelo menos 78 resgatados eram estudantes.
"Sinto uma dor profunda ao ver que estudantes que estavam em uma viagem sofreram este acidente trágico. Quero que coloquem toda a energia em sua missão", disse a presidente Park Geun-Hye durante uma visita ao centro de coordenação de emergências em Seul.
Os pais dos alunos se reuniram na escola de Ansan à espera de notícias e tentavam entrar em contato com os filhos.
Várias pessoas foram resgatadas por barcos de pesca e navios mercantes que estavam na região antes da chegada da guarda costeira.
Também participaram no resgate mergulhadores e forças especiais da marinha.
"Há muito barro na água e a a visibilidade é muito escassa", disse o vice-ministro.
A balsa, uma embarcação de 6.825 toneladas, zarpou do porto de Incheon na terça-feira à noite, mas começou a registrar problemas depois de percorrer 13 milhas (20 km), diante da ilha de Byungpoong.
As causas do acidente são desconhecidas, mas alguns sobreviventes afirmaram que a balsa parou de repente, como se tivesse encalhado, apesar das condições meteorológicas favoráveis.
O barco inclinou mais de 45 de graus e em seguida virou quase por completo. Apenas uma pequena parte ficou de fora da água.
A temperatura da água era de 12 graus centígrados.
O tráfego marítimo entre a Coreia do Sul e suas múltiplas ilhas é muito intenso e os acidentes são raros, mas em outubro de 1993 quase 300 pessoas morreram no naufrágio de uma balsa.

Fonte: G1

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