sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Depoimento de mãe da menina morta em MG pode ajudar em retrato falado

Liliane Guimarães, mãe de Bárbara Guimarães Lopes, de 11 anos,  morta durante um assalto na quinta-feira (25) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, deve ser ouvida na segunda-feira (29) pela Polícia Civil. Em uma entrevista coletiva para a imprensa na tarde desta sexta-feira (26), o delegado responsável pelo caso, Matheus Ponsancini, afirmou que o depoimento dela, juntamente com as imagens das câmeras de segurança do empório onde ocorreu o assalto, vão ajudar a fazer um retrato falado do autor dos disparos. O delegado afirmou durante a entrevista que ainda não tem informações concretas.
Segundo Ponsancini, desde o momento do crime as equipes das polícias Civil e Militar trabalham no caso para fazer o levantamento de provas. Ele afirmou, ainda, que nenhuma testemunha foi ouvida. “O inquérito foi instaurado na parte da manhã e não foi possível ouvir as vítimas e testemunhas dos fatos. No momento estamos checando informações próximas ao local do fato e levantando testemunhas”, afirmou.
O delegado explicou que a mãe da vítima está sendo preservada e só depois de ouví-la e melhorar as imagens captadas pelas câmeras de segurança poderá ter alguma informação concreta e fazer um retrato falado. “Não a ouvimos para preservá-la, por conta do velório da filha. Mas vamos repassar as imagens das câmeras para a perícia, tentar melhorar a qualidade da fotografia e, se possível, um eventual retrato falado”, afirmou.
Tiro não foi acidental
Ponsancini confirmou que o suspeito efetuou, no mínimo, dois disparos em direção à vítima, o que configura que o tiro não foi acidental. “Pelos depoimentos e pelo laudo, os disparos não foram acidentais. Foram, no mínimo, dois disparos contra a vítima. Se fosse acidental, seria um e poderia ser levantada esta tese defensiva”, disse.
Sobre a informação de que deveria ser uma briga entre o suspeito e a vítima, o delegado descartou a hipótese. “Não temos informações sobre ela ter algum relacionamento ou conhecer o autor dos disparos. Não tem nada confirmado e não é nossa linha de investigação. Trabalhamos com o latrocínio, roubo seguido de morte, contra a vítima de 11 anos”, concluiu.
 Entenda o caso
A menina foi morta durante o roubo de um carro no Bairro Santa Mônica na noite desta quinta-feira (25). O assalto foi registrado quando a mãe da menina fazia compra rápida em uma mercearia. Ela foi surpreendida pelo ladrão que a arrastou pelos cabelos. Ele queria a chave do carro. Enquanto isso, Bárbara esperava a mãe no veículo. "Ele falava que ia levar todo mundo e quando chegamos no carro eu pedi para a minha filha sair do carro. Ela estava saindo, ele entrando e disparou o tiro", contou a mãe.
O tiro atingiu o coração de Bárbara. A vítima foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), passou por cirurgia, mas não resistiu. Foram três horas de tentativas para salvar a vida da criança. "Ele podia ter ido embora e deixado ela. Muita maldade. Ele podia ter me levado e não ela", disse a mãe Liliane Guimarães. A menina foi sepultada da tarde desta sexta-feira no cemitério Bom Pastor.
A família autorizou a doação das córneas da menina. O pai da menina, Sérgio Lopes, tenta compreender a perda da filha de forma tão banal. "Isso é uma covardia. Indignação total. Não tenho nem o que falar", lamentou.
O veículo foi localizado na madrugada desta sexta-feira no Bairro Saraiva e encaminhado para o pátio. Os policiais têm as características do suspeito que ainda não foi localizado. “Temos dados que vão nos ajudar a capturar esse autor, esse covarde”, explicou o sargento da PM, Luciano Brum.
O tenente coronel da PM, Wesley Barbosa, complementou dizendo que tem alguns infratores cadastrados no sistema da polícia com a mesma semelhança do suspeito, e que enviará as imagens para a mãe e demais testemunhas para ver se alguém o reconhece. “Foi uma ocorrência que comoveu e estamos trabalhando intensamente para identificá-lo. Não foi um tiro acidental. Dá para perceber pela perícia, pois achamos mais um projétil no carro, além do que atingiu a menina. Foi crueldade”, afirmou o policial.
O tenente informou ainda que todo o setor de inteligência da PM e o grupo de prevenção de homicídio, junto com a Polícia Civil, estão trabalhando para identificá-lo. “É uma questão de honra esclarecer esse fato e prendê-lo”.

Fonte: G1



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