quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Morreu Muamar Kadhafi , diz novo governo da Líbia

O ex-líder líbio Muamar Kadafi morreu devido a ferimentos sofridos durante sua captura perto de Sirte, sua cidade-natal, nesta quinta-feira, disse uma autoridade militar do Conselho Nacional de Transição (CNT). Abdel Majid Mlegta, do CNT, disse à Reuters que Kadafi foi capturado e ferido nas duas pernas nesta quinta-feira, quando tentava fugir em um comboio atacado por caças da Otan. "Ele também foi atingido na cabeça", disse a autoridade. "Houve muitos disparos contra seu grupo e ele morreu". Aboubakr Younès Jaber, ministro da Defesa do regime deposto de Kadafi, foi morto em Sirte, indicou nesta quinta-feira um médico à AFP. O médico Abdou Raouf afirmou ter "identificado o corpo de Aboubakr Younès Jaber", levado na manhã desta quinta-feira para o hospital de campanha de Sirte. Também nesta quinta-feira os rebeldes anunciaram a tomada de Sirte, cidade-natal do coronel e último foco de resistência de suas tropas. Um combatente do CNT declarou que ao ser capturado Kadafi gritou: "Não atirem, não atirem."

Otan
A Otan ainda não confirmou a morte do ex-ditador líbio, mas confirmou que bombardeou nesta quinta-feira um comboio de veículos militares pró-Kadafi nas proximidades de Sirte.

"A aproximadamente 08h30 hora local (10h30 de Brasília) de hoje, a Otan bombardeou veículos da força militar pró-Kadafi que faziam parte de um grupo maior que manobrava nas vizinhanças de Sirte", afirmou o porta-voz da Otan, colonel Roland Lavoie.

Repercussão internacional

"A guerra acabou", declarou o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi depois de ficar sabendo das notícias de que Muamar Kadafi foi morto.
"Sic transit gloria mundi" (Assim passa a glória do mundo)", comentou, em latim, o ex-aliado de Kadafi, durante uma reunião com líderes de seu partido, segundo a imprensa local.

Fuga
Kadafi estava desaparecido desde que o CNT assumiu o comando da capital, Trípoli, e das principais cidades líbias. A mulher de Khadafi e três de seis filhos pediram abrigo ao governo do Níger.
Em setembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu que a Interpol, a polícia internacional, capturasse Khadafi e seus aliados. Em março, o tribunal anunciou que o presidente líbio e seus colaboradores serão julgados por crime contra a humanidade, como violação aos direitos humanos, assassinatos e estupros.

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